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JESUS ENSINOU A ESCAPAR DOS ARCONTES - JAN VAL ELLAM - 3057

JESUS ENSINOU A ESCAPAR DOS ARCONTES - JAN VAL ELLAM


Doutrina Espírita
 

 obsessao

 


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Há ensinamentos atribuídos a Jesus que podem ganhar um significado completamente diferente quando observados sob a ótica dos arcontes e das forças que, segundo essa visão, atuariam sobre a consciência humana.

 

ARCONTES 

Arcontes são figuras presentes principalmente no Gnosticismo, especialmente em textos antigos ligados às tradições gnósticas.

A palavra vem do grego archon, que significa governante, autoridade ou dominador.

Na visão gnóstica

Os Arcontes seriam entidades associadas à organização e ao controle do mundo material. Em determinadas correntes gnósticas, eles estariam subordinados ao Demiurgo, o criador ou organizador do universo material.

A interpretação central é que:

  • representam forças que mantêm a consciência ligada à matéria;
  • dificultam o despertar espiritual;
  • estimulam ignorância, medo e ilusões;
  • procuram impedir o ser humano de reconhecer sua origem espiritual;
  • atuam como «governantes» das esferas inferiores.

Arcontes e o despertar espiritual

Para os gnósticos, o grande problema do ser humano não era apenas o pecado, mas principalmente a ignorância espiritual.

A libertação aconteceria através da Gnose, isto é, o conhecimento direto da realidade espiritual e da verdadeira natureza da alma.

Comparando com o Espiritismo

É importante não confundir os Arcontes com um conceito oficial da Doutrina Espírita. Allan Kardec não utiliza a doutrina dos Arcontes.

Entretanto, algumas pessoas fazem comparações com:

  • Espíritos inferiores;
  • Espíritos obsessores;
  • inteligências voltadas ao domínio e à manipulação;
  • regiões espirituais inferiores;
  • forças que procuram manter o indivíduo preso às paixões materiais.

Mas são conceitos de tradições diferentes e não devem ser considerados equivalentes.

Uma interpretação moderna

Atualmente, o termo Arcontes também aparece em correntes espiritualistas e esotéricas para descrever supostas entidades que controlariam a humanidade ou criariam uma espécie de “prisão espiritual”.

Essa interpretação moderna mistura elementos do Gnosticismo com ocultismo, teorias espiritualistas contemporâneas e, em alguns casos, teorias conspiratórias.

Em resumo: os Arcontes, originalmente, são figuras da cosmologia gnóstica associadas ao domínio das esferas materiais e à ignorância espiritual.

 

Arcontes no Espiritismo

 

Na Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, não existe o conceito de Arcontes como é apresentado pelo Gnosticismo.

Entretanto, podemos fazer uma comparação, sem afirmar que sejam a mesma coisa.

O que poderia ser comparado?

Os chamados Arcontes, entendidos como forças ou inteligências que procuram manter os seres humanos presos à ignorância e às paixões materiais, poderiam ser comparados, em certos aspectos, aos:

  • Espíritos imperfeitos;
  • Espíritos inferiores;
  • Espíritos obsessores;
  • entidades espirituais que exercem influência negativa sobre os encarnados;
  • organizações espirituais inferiores descritas em algumas obras mediúnicas.

A diferença fundamental

 

No Gnosticismo, os Arcontes podem aparecer como poderes cósmicos responsáveis pelo domínio da matéria.

No Espiritismo, porém, não existem seres criados para serem eternamente maus ou dominadores da humanidade.

Segundo a visão espírita:

Todos os Espíritos foram criados simples e ignorantes e evoluem progressivamente.

Assim, mesmo um Espírito profundamente comprometido com o mal é um ser em processo evolutivo e, um dia, poderá se transformar.

Obsessores seriam Arcontes?

Não exatamente.

Um obsessor é um Espírito que exerce influência prejudicial sobre outra pessoa. Já o conceito de Arconte pertence a uma cosmologia gnóstica específica.

A comparação pode ser feita apenas no sentido de que ambos podem representar, simbolicamente, forças que dificultam o progresso e o despertar espiritual.

Uma visão espírita sobre a “prisão espiritual”

Para o Espiritismo, aquilo que mantém o ser humano preso não são necessariamente seres cósmicos controlando a humanidade, mas principalmente:

  • ignorância espiritual;
  • orgulho;
  • egoísmo;
  • paixões inferiores;
  • vícios;
  • pensamentos negativos;
  • processos obsessivos;
  • apego excessivo à matéria.

A maior libertação espiritual acontece através da transformação moral e intelectual do próprio Espírito.


Neste vídeo, Jan Val Ellam aborda justamente essa perspectiva e levanta uma questão desconcertante: existiria uma maneira de reconhecer essas forças e não permanecer submetido a elas?


A ideia de que determinadas palavras, atitudes ou níveis de consciência poderiam interferir nesse processo conduz a uma reflexão ainda mais profunda sobre aquilo que acontece com o ser humano além da realidade visível. Afinal, se existe uma estrutura espiritual que tenta manter a consciência aprisionada, compreender seus mecanismos talvez seja o primeiro passo para romper esse ciclo.

 

 


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