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As Dores da Alma - 2899

 

As Dores da Alma

Jorge Elarrat 

 jorge elarrat

 

 


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As Dores da Alma à Luz do Espiritismo e do Budismo

No movimento espírita, quando se fala em dor, raramente se está tratando da dor física.


A ênfase recai, quase sempre, sobre as dores da alma — aquilo que a literatura espíita também denomina sofrimento, aflição ou, de forma ainda mais precisa, infelicidade.

A distinção conceitual é fundamental.


Na tradição espírita, especialmente em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo V (“Bem-aventurados os aflitos”), a palavra aflição é empregada para afastar qualquer ambiguidade com o sofrimento meramente corporal.


Já em O Livro dos Espíritos, os Espíritos utilizam o termo infelicidade para indicar, de forma inequívoca, o sofrimento moral, íntimo, espiritual.

Pode-se sofrer fisicamente sem ser infeliz.


Essa diferença é didática: a mulher em trabalho de parto sofre, mas não está necessariamente infeliz.


Personagens como Lívia (de Há Dois Mil Anos) ou Alcíone (de Renúncia) atravessaram grandes sofrimentos, mas não se encontravam interiormente desamparadas.


O sofrimento estava nas circunstâncias; a infelicidade, não.


A Lei de Deus como Fundamento da Felicidade

Na questão 614 de O Livro dos Espíritos, pergunta-se:


“Que se deve entender por lei natural?”

A resposta é clara: a Lei natural é a Lei de Deus, “a única verdadeira para a felicidade do homem”.


E acrescenta: o homem “só é infeliz quando dela se afasta”.

Essa afirmação estabelece um princípio estruturante:


A infelicidade decorre do afastamento da Lei Divina. Veja Aqui a Lei Divina

 

Não existem dois caminhos equivalentes — o do bem e o do mal.

Há apenas o caminho do bem; fora dele, há o descaminho.

O mal não é uma substância autônoma, mas a ausência do bem, assim como a escuridão é a ausência da luz.

Portanto, quando o indivíduo se percebe infeliz, à luz da doutrina espírita, é razoável indagar: de que ponto da lei divina estou me afastando?

Amor, perdão, solidariedade, humildade e caridade não são apenas virtudes morais; são diretrizes estruturais da felicidade.

A Contribuição de Sidarta Gautama

Cerca de seis séculos antes de Jesus, Sidarta Gautama, o Buda, dedicou sua vida a investigar a natureza do sofrimento humano.

Em sua abordagem, sofrimento não se distingue de dor moral ou infelicidade — trata-se de uma única realidade existencial.

O Buda organiza o sofrimento em três categorias fundamentais:

1. Sofrimento do sofrimento

É a reação mental à dor inevitável.

Não é apenas sofrer por um fato, mas sofrer por sofrer — alimentar a autocompaixão, revolver a própria dor, comparar-se constantemente com os outros.

É o “ai de mim”, a amplificação psicológica do evento.

2. Sofrimento da impermanência

Decorre da resistência às mudanças inevitáveis da vida.

O envelhecimento, as perdas, as transformações sociais, as transições familiares — tudo muda.

Sofre-se não pelo fato em si, mas pela recusa em aceitar que a mudança é a única constante.

3. Sofrimento do atavismo

É o apego rígido à própria maneira de ser.

Trata-se da recusa em evoluir, da fixação comportamental: “eu sou assim e não mudo”.

Quando a vida exige renovação e o indivíduo se endurece, surge o sofrimento gerado pela própria inflexibilidade.

Essas três formas revelam um ponto central: grande parte da dor humana nasce da resistência — resistência à realidade, à mudança ou à própria transformação interior.

Sociedade Contemporânea e Afastamento da Lei Natural

A análise psicológica proposta por Joanna de Ângelis no livro Plenitude aprofunda essa reflexão.

Nos capítulos iniciais, a autora examina a sociedade contemporânea e identifica fatores que evidenciam o distanciamento coletivo da lei de Deus.

Entre esses fatores, destaca-se a descrença — não apenas como negação intelectual da fé, mas como perda de sentido existencial.

A descrença amplia o medo, intensifica a ansiedade e alimenta a sensação de abandono.

Sem referência transcendental, o indivíduo assume sozinho o peso da existência, e o sofrimento se multiplica.

A modernidade prometeu liberdade sem Deus; contudo, colhe-se frequentemente insegurança, fragmentação emocional e vazio interior.

Quanto mais o ser humano se afasta da lei natural, mais experimenta a infelicidade — não como punição, mas como consequência.

Sofrimento como Instrumento de Evolução

À luz do Espiritismo e do pensamento budista, o sofrimento não é um fim em si mesmo.

Ele é sinalizador. Indica desalinhamento, apego excessivo, resistência ou afastamento da lei divina.

Sofrer não é sinônimo de fracassar.

A questão central não é evitar todo sofrimento — o que é impossível —, mas impedir que ele se converta em infelicidade estrutural.

Pode-se atravessar provas sem perder a paz íntima.

Pode-se enfrentar dores circunstanciais mantendo coerência com a lei do amor.

Nesse sentido, a felicidade não depende da ausência de desafios, mas da fidelidade às leis que regem a vida espiritual.


Em síntese:

  • A dor da alma é infelicidade.
  • A infelicidade nasce do afastamento da lei de Deus.
  • O sofrimento se intensifica quando resistimos à mudança ou à própria transformação.
  • O caminho da felicidade é essencialmente moral e espiritual.

A libertação das dores da alma não ocorre pela negação da realidade, mas pela harmonização consciente com a lei divina que rege o universo e a própria consciência.

 

Seu texto articula três eixos centrais: crítica ao consumismo/hedonismo, tipologias psicológicas diante do sofrimento e a proposta terapêutica das Quatro Nobres Verdades com o Caminho Óctuplo reinterpretado por Joanna de Ângelis a partir de Sidarta Gautama.

Vou organizar de forma estruturada, mantendo fidelidade conceitual e clareza didática.

1. Sociedade do Excesso → Sociedade do Sofrimento

Consumismo

A anedota atribuída a Mahatma Gandhi ilustra a inversão moderna: não compramos por necessidade, mas por carência.

O consumo tornou-se compensação emocional.

Consequência psicológica:

  • Ansiedade
  • Comparação constante
  • Sensação crônica de insuficiência

Hedonismo

Busca incessante de prazer como sinônimo de felicidade.

Resultado paradoxal: múltiplas experiências, pouca profundidade relacional → solidão afetiva.

Esteticismo patológico

Cuidado corporal é legítimo; obsessão pela perfeição gera:

  • Insatisfação permanente
  • Identidade baseada em aparência
  • Angústia com o envelhecimento (impermanência)

Tecnologia mal administrada

Aproxima os distantes e distancia os próximos.

Uso sem consciência → isolamento social, dependência dopaminérgica e fragilização de vínculos familiares.

Falsos ídolos

Culto à imagem, não ao caráter.
Projeções irreais → frustração coletiva.

Encadeamento final:
Descrença → Materialismo → Individualismo → Competição → Frustração → Ódio social.

2. Quatro Perfis Psicológicos da Sociedade Atual (segundo Joanna)

  1. Ansiosos pelo sucesso material → ansiedade crônica
  2. Autodepreciativos (“não nasci para dar certo”) → depressividade
  3. Rebeldes niilistas → agressividade e ódio
  4. Espiritualmente conscientes → desapego relativo e serenidade

Apenas o quarto grupo começa a sair da matriz do sofrimento.

3. Cinco Reações ao Sofrimento

  1. Insensíveis (embotamento moral)
  2. Revoltados (inconformação explosiva)
  3. Anestesiados (fuga: drogas, compulsões)
  4. Sensíveis (sentem e lamentam)
  5. Iluminados (aprendem e transformam)

Aqui se conecta com O Evangelho Segundo o Espiritismo: o “bem sofrer” é sofrer com consciência evolutiva.

4. As Quatro Nobres Verdades

Segundo Sidarta Gautama:

  1. Existe sofrimento.
  2. Existe uma causa.
  3. Existe cessação.
  4. Existe um método.

A causa única

No Budismo clássico: apego e desejo.
Na leitura espírita: desconhecimento das leis espirituais.

Integração lógica:
Desconhecimento → Apego → Desejo desordenado → Sofrimento.

5. O Caminho Óctuplo (síntese prática)

  1. Compreensão correta (crer corretamente)
  2. Pensamento correto
  3. Fala correta
  4. Ação correta
  5. Meio de vida correto
  6. Esforço correto
  7. Atenção correta
  8. Concentração correta (meditação)

Não é filosofia abstrata. É coerência existencial:
Crer → Pensar → Falar → Agir → Viver.

6. Meditação no Espiritismo (prática de autoconhecimento)

Base na questão 919 de O Livro dos Espíritos:

Ferramentas práticas:

  • Revisão diária das ações
  • Inversão de papéis (“e se fosse comigo?”)
  • Identificação de gatilhos emocionais
  • Escuta crítica das avaliações externas
  • Pergunta universal: “Se todos fizessem isso, o mundo melhoraria?”
  • Avaliação pró-vida vs. contra-vida
  • Imaginar Jesus como referência moral

Meditação não é postura corporal; é postura moral.

Conclusão Central

A libertação do sofrimento não ocorre:

  • Pelo consumo
  • Pelo prazer
  • Pela estética
  • Pela fuga
  • Pela revolta

Ela ocorre por:

Autoconhecimento + Coerência moral + Consciência espiritual.

Sofrimento é sintoma.
Ignorância espiritual é causa.
Consciência é cura.

 

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