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EU Mereço uma CURA ESPIRITUAL? O que tenho FEITO para RECEBER essa BENÇÃO? - 1853

EU Mereço uma CURA ESPIRITUAL?

O que tenho FEITO para RECEBER essa BENÇÃO?

Professor Laércio Fonseca

Palestra do Professor Laércio Fonseca


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Quem Merece a Cura Espiritual?

Quando a doença se prolonga, os tratamentos médicos não produzem os resultados esperados e os recursos convencionais se esgotam, muitas pessoas recorrem ao centro espírita como última alternativa. Surge então a pergunta inevitável: quem merece a cura espiritual?

Para compreender essa questão sob a ótica do Espiritismo, especialmente a partir da codificação de Allan Kardec, é necessário partir de um princípio fundamental: a vida material é uma etapa da existência do espírito, e não sua realidade definitiva.

A Experiência Humana e as Três Condições da Encarnação

Segundo a visão espírita, os espíritos reencarnam em mundos como a Terra por três motivos principais:

1. Expiação

Relaciona-se ao resgate de débitos morais do passado. O sofrimento, nesse caso, não é punição arbitrária, mas consequência educativa de atos pretéritos. Doenças graves, limitações físicas e circunstâncias extremamente desafiadoras podem fazer parte desse processo.

Nessas situações, a cura nem sempre ocorre, porque o objetivo maior não é a supressão da dor, mas a transformação moral do espírito.

2. Prova

A prova é um teste evolutivo. O espírito já superou determinadas fases, mas precisa demonstrar maturidade diante de circunstâncias específicas — riqueza, pobreza, poder, enfermidade, relações difíceis.

Aqui, a doença pode ser instrumento de aprendizado, mas pode também ser removida se já tiver cumprido sua função pedagógica.

3. Missão

Mais rara, a missão envolve espíritos que retornam por escolha, com objetivos definidos de auxílio coletivo. Exemplos conhecidos do movimento espírita incluem Chico Xavier e Divaldo Franco, que desempenharam papéis relevantes na difusão do Espiritismo no Brasil.

Nesses casos, as dificuldades não representam expiação, mas parte do planejamento reencarnatório.

A Perspectiva Budista e o Sofrimento

A análise do sofrimento também aparece no Budismo. Buda ensinou, nas Quatro Nobres Verdades, que:

  1. O sofrimento existe.
  2. Ele decorre da ignorância sobre nossa verdadeira natureza.
  3. Pode cessar.
  4. Há um caminho para isso.

Essa “ignorância” não é intelectual, mas espiritual: desconhecer que somos consciência imortal vivendo uma experiência transitória na matéria.

Como Funciona a Cura Espiritual?

Do ponto de vista espiritual, nada é aleatório. A espiritualidade superior — frequentemente associada ao amparo do Cristo — não age por favoritismo nem por emoção momentânea. Existe uma análise profunda das condições cármicas e do planejamento reencarnatório.

Em trabalhos de cura espiritual:

  • Nem toda doença pode ser removida.
  • Algumas são consequência direta de débitos morais ainda ativos.
  • Outras são provas já cumpridas e podem ser aliviadas.
  • Muitas enfermidades decorrem de desequilíbrios emocionais, morais ou comportamentais atuais.

Portanto, a pergunta não é apenas “eu mereço a cura?”, mas “essa cura faz parte do meu planejamento evolutivo neste momento?”

Cura Física x Cura Espiritual

É fundamental distinguir:

  • Cura física: restauração do corpo biológico.
  • Cura espiritual: transformação interior, resignificação da dor, amadurecimento moral.

Há casos em que o espírito se liberta da matéria sem que a doença tenha sido removida. Sob a ótica espiritual, a desencarnação pode representar libertação, não fracasso.

Responsabilidade Individual

A saúde também está ligada às atitudes pessoais. Há doenças que resultam de hábitos, excessos, vícios ou desequilíbrios emocionais. Nesses casos, a intervenção espiritual pode auxiliar, mas não substitui a responsabilidade individual.

A transformação íntima é requisito essencial. Sem mudança moral, não há progresso duradouro.

Conclusão

Quem merece a cura espiritual?

Todos merecem auxílio.
Nem todos necessitam da cura física.

A espiritualidade superior não opera segundo expectativas humanas, mas segundo leis de justiça e evolução. Em alguns casos, a doença é instrumento de reparação; em outros, é prova transitória; e em outros ainda, simples consequência de escolhas presentes.

A verdadeira questão é:

estamos dispostos a compreender o sentido da experiência que estamos vivendo e a nos transformar a partir dela?

Essa é a cura que, inevitavelmente, sempre está disponível.

 

  

 

 

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