Mediunidade 1 - Apostila 4

    Mediunidade 1 - Apostila 4

     

     

     A  CONSCIÊNCIA  E  A  ENERGIA

    Nas apostilas precedentes ficaram algumas recomendações organizativas que consideramos indispensáveis a todos os que participam de atividades ligadas à faculdade paranormal da mediunidade, principalmente os iniciantes.  Aqueles textos devem ser relidos e pensados, pois os pontos ali expostos têm por objetividade dar sólida formação à base de sustentação psíquica do médium.  Passemos agora à seqüência das exposições comentando sobre as variadas transformações, emocionais e orgânicas, que acontecem aos médiuns, seja durante a etapa inicial de seus despertamentos ou no decorrer de toda a vida.

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    Algumas sensações fisiológicas que atingem os canalizadores são: calor, frio e formigamento, em algumas partes do corpo.  Para melhor compreender sobre essas incidências, observem a figura, acompanhando a seguinte explicação: 

    A Consciência, ou o EU verdadeiro, situada em algum lugar do Cosmo, administra seus veículos de manifestação localizados, respectiva-mente, em planos adequados a cada um deles.  O corpo Mental situado no plano Mental, e, assim, sucessivamente os demais corpos.  A administração, ou comando, é efetuada por meio de ligações energéticas que interligam a Consciência aos seus diversos corpos.  Sempre de um passando ao outro, o que faz com que os diferentes corpos estejam, também, interligados entre si.  (Na série A Criatura encontram-se figuras ilustrando essa interligação entre a Consciência e seus corpos, que lá chamamos de Raio de Vida).

    A Consciência, por alguma modalidade que ainda foge ao conhecimento humano, absorve do Cosmo a energia Primordial.  Metaboliza-a e a remete aos corpos.  Cada um deles, por sua vez, ao recebê-la, utiliza uma parcela, e o restante, modificado pela interação com aquela dimensão espacial, é remetido ao corpo seguinte.  Desta forma, aquela energia inteiramente pura em sua origem cósmica, ao atingir o corpo Físico já está bastante modificada, principalmente pelo contágio ocorrido durante a passagem pelo corpo Astral.

    A figura, com as cores da coluna que envolve os corpos, propõe a visualização e compreensão dessa alteração que vai acontecendo sobre a energia Primordial em seu descenso.  Ainda leve e sutil sobre o corpo Mental e mais densa quando atinge o corpo Físico.

    A figura, entretanto, resume o fato de  que, inerente ao SER há um fluxo de energia “descendente”, desde sua Consciência até o corpo mais denso.  A este fluxo daremos o nome de Energia Consciencial.

    No comum da vida humana esse fluxo tem uma intensidade tal que apenas atende às necessidades normais de cada corpo.  Ou seja, não há excesso e nem falta.  Entretanto, quando o indivíduo se vê atraído para alguma forma de convivência paranormal, ou mediúnica, altera-se nele, para maior, a intensidade daquele fluxo, ou, pode ser também o contrário. 

    Isto é, quando, por razões independentes de sua vontade, o fluxo da Energia Consciencial se lhe é aumentado, esse mesmo indivíduo sente que seu psiquismo, e alguma forma de funcionamento orgânico está alterando. Daí vêm as sensações de calor, frio ou formigamento, em algumas partes do corpo.

    Segundo algumas pesquisas cujos resultados constam da literatura que indicamos nas bibliografias citadas em cada apostila, sabe-se que a Energia Consciencial, no corpo humano, está diretamente ligada ao sistema homeostático.      O sistema homeostático é o responsável pela distribuição do líquido extracelular que preenche os vazios existentes entre as células do corpo.  Portanto, é mais um sistema, além dos sistemas sangüíneo e linfático, por onde correm fluidos no corpo humano.  Sendo assim, a Energia Consciencial se distribui por todo o corpo Físico através do sistema homeostático.  Mas não só por ele.  Também se distribui através dos nadis, ou meridianos da Acupuntura, rede essa sobre a qual atuam os acupunturistas com o fim terapêutico de desobstruir bloqueios energéticos. 

    Assim, pois, numa análise mais extensa, e embora sem comprovação, somos levados a supor que a mesma energia também utiliza os sistemas sangüíneo e linfático para complementação de seu circuito no corpo humano.

     Aliás, pensando nisso, há um fato curioso que merece ser referido.  Moisés, o grande legislador e condutor dos hebreus, levando-os do Egito às terras de Canaã, proibiu aos seus compatrícios a ingestão de sangue animal.  Argumentou, ele, que no sangue está a alma do animal.  Mesmo que essa tese não seja aceita, é uma questão a pensar. (Gênesis 9:4 e Levíticos 17:10  17:11  17:14).

     

    Sensação de Calor

     

    CALOR – Comprovado através dos estudos da física, o calor é produzido por algum tipo de atrito entre partes do corpo, ou objetos que se tocam.  Nos condutores elétricos, ou fios, a passagem da energia elétrica produz calor.  Quando a intensidade da energia elétrica é superior à capacidade de transmissão dos fios, estes se incandescem e provoca curto circuito, derivando, daí, algum incêndio.

     Para que não ocorra excesso de energia elétrica no circuito são instalados dispositivos que interrompem a corrente quando o sistema atinge uma certa temperatura, ou o chamado ponto crítico de segurança.  Esses dispositivos são os fusíveis e os disjuntores que funcionam como reguladores da passagem da corrente elétrica.

    Nos médiuns ocorre um fenômeno análogo ao acima exposto porque o corpo humano possui seu sistema de distribuição dessa corrente que chamamos de Energia Consciencial.  Nas atividades comuns do dia a circulação dessa energia se faz de forma proporcional às necessidades próprias  de  cada  indivíduo, por isso,  não provocando nele qualquer alteração de temperatura corpórea.  Entretanto, quando este mesmo indivíduo começa a interagir com a mediunidade, o fluxo de Energia Consciencial é aumentado, ou, como ficou em  linhas atrás, o fluxo já está aumentado, por isso a pessoa se sente levada ao campo da mediunidade. 

    Não importando qual a modalidade que  no indivíduo atua, o fato é que seu sistema de distribuição continua o mesmo de antes, isto é, próprio para a capacidade de energia a ser utilizada em atividades comuns.  Sendo assim, com o aumento do fluxo de energia, obviamente, vai haver o aumento da temperatura corporal.  Esse aumento de temperatura será acusado por seus dispositivos controladores e o seu organismo responderá através de esforços extras com o fim de manter a integridade do corpo e impedir que ocorra alteração na cadeia intercelular.

     Estarão sendo acionados os sistemas de auto-defesa para impedir que, devido o acréscimo de energia que recebe, venha provocar algum tipo de desarranjo orgânico.  A esse desarranjo celular podemos chamar de entropia.

    Vejamos, porém, toda essa questão analisando, separadamente, cada tópico.  Antes, porém, para ficar mais fácil nosso entendimento, vejam a figura ao lado, 04B.  Nela está representada a aura humana ao redor do corpo de uma pessoa.  Um invólucro energético.  Nas apostilas 18, 19 e 20 estaremos fazendo completa digressão sobre a Aura Humana.  Por enquanto é suficiente a figura ao lado para que os que nada dela saibam possam ter uma idéia de sua existência e conformação.  Prossigamos.

    Alteração Na Cadeia Intercelular – Durante o estado a que podemos chamar de consciência normal todo o conjunto celular do corpo humano responde a um determinado ritmo, ou movimento vibratório, ficando, nesse caso, a temperatura do corpo em torno dos 37 graus centígrados. 

    No momento em que acontecem acoplamentos áuricos, ou seja, a aura de uma pessoa encostando-se à aura de outra pessoa, e ambas se misturando – vide figuras 04C, 04D e 04E, na folha 3 - intensifica-se a emissão de Energia Consciencial. (Falaremos de acoplamentos áuricos nas apostilas 18, 19 e 20).  Essas situações podem advir de: numa reunião onde os integrantes mantenham proximidade física e uniformidade mental; num aglomerado ou multidão, mesmo à rua; numa aplicação de passes, ou transfusão  de energia.  Em todas essas situações o movimento intercelular se altera.

     

     

     

    Afetando os Dispositivos Auto-Reguladores – Auto reguladores, são os sistemas biológicos encarregados de manter o todo do corpo  físico  funcionando  harmonicamente.  Este sistema é composto, basicamente, pelo sistema endócrino.  Isto é, as glândulas, com a secreção  de seus hormônios, promovem a normalidade do funcionamento orgânico.  (Sobre as glândulas falaremos com maiores detalhes nas apostilas 25, 26 e 27). 

    Afinal o corpo humano é composto de diferentes órgãos e para entrelaçar, ordeiramente, o funcionamento de cada um, ao mesmo tempo em que também todo o conjunto, entram em ação os sistemas reguladores. 

    Na situação aventada acima, a de quando o indivíduo está em acoplamento áurico, seu fluxo de energia consciencial intensifica-se.  Por decorrência altera-se, para maior, o ritmo vibratório molecular.  Das leis da física: Movimento maior, atrito maior.  O atrito gera calor.  Maior atrito, maior calor.  Em alguns casos o mecanismo regulador faz disparar das glândulas supra-renais o hormônio adrenalina, ativando o movimento circulatório do sangue com o aumento dos batimentos cardíacos.  O efeito da taquicardia.

    Neutralizar a Entropia  -  Entropia é o princípio da desordem, para o qual toda a matéria tende.  Ou seja, toda matéria tende à desordem molecular quando sofre alteração na energia que a equilibra.  Ora, ocorrendo o aumento do fluxo  da  Energia  Consciencial, naturalmente, ocorrerá um desequilíbrio na ordem molecular do organismo do indivíduo. 

    Exatamente isso é o que acontece no exercício da mediunidade.  Há um acréscimo de energia e, conseqüentemente, uma transformação desta no organismo do canalizador. 

    Em razão desse princípio da termodinâmica, tão bem conhecido nas pesquisas física, tenderia a crescer uma desordem celular no organismo do médium.  Tal não acontece porque os sistemas auto-reguladores do organismo respondem imediatamente.  Como um maestro que determina um crescendo no ritmo da melodia sem perder, contudo, o controle sobre os músicos.  Desta forma altera-se o movimento vibratório celular sem que, porém, ocorra desagregação, ou desordem.  Sem que ocorra a chamada entropia.

    Por esta razão justifica-se o treinamento controlado.  Este, quando bem orientado, vai, como em qualquer tipo de exercício físico, predispondo o organismo ao funcionamento harmônico para essa nova atividade para a qual se vê atraído.  Em resumo, o treinamento controlado reprograma o funcionamento dos dispositivos reguladores do organismo do canalizador.

    Bibliografia

    Autor

    Livro

    Editora

    Hernani Guimarães Andrade

    Morte, Renascimento, Evolução – pág 33

    Editora Pensamento

    Waldo Vieira

    Projeciologia – capítulos 208 e 246

    Edição do Autor

    Arthur C. Guyton

    Fisiologia Humana – págs. 3 e 4

    Editora Interamericana

    R.A.Raniere

    O Prisioneiro de Cristo – pág 29

    Livraria Allan Kardec Editora

    Velho Testamento Bíblico

    Gênesis e Levítico

    Imprensa Bíblica Brasileira

     

    Apostila escrita por

    LUIZ ANTONIO BRASIL

    Janeiro de 1995

    Revisão em Novembro de 2004

    Distribuição gratuita citando a fonte

     

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