Obsessão de Médiuns e Trabalhadores da Luz

    Obsessão e Perseguição aos Médiuns e Trabalhadores da Luz

    A obsessão de médiuns é um assunto interessante, já que muitos descobriram que eram médiuns através da obsessão.

     

    Com a interferência dos espíritos de baixo padrão eles compreenderam a importância de equilibrar suas vidas.

     

    É importante falar um pouco sobre mediunidade para que este tópico não incorra em dúvidas ou interpretação errônea.

     

     

    Todos somos médiuns, a prova disso é que todos podemos ser vítimas de obsessão, ou seja, qualquer um pode receber influências mentais ou emocionais de outro espírito.

     

     

    Os médiuns que trataremos mais amplamente aqui são aqueles que possuem a faculdade mediúnica "mais aflorada" que o normal, isto é, a espiritualidade "abre um pouco mais" as suas portas de contato com o o "outro lado" para que ele de alguma forma ajude na melhora dos seus irmãos (encarnados e desencarnados).

     

    Ao contrário do que muitos pensam o médium é, na maioria das vezes, um espírito que ainda possui várias arestas que devem ser lapidadas, por isso ele pode falhar como qualquer outro.

     

    A mediunidade é uma "oportunidade" para que o ser encarnado com este dom resgate seus erros e compromissos anteriores de forma mais rápida.

     

     

    Pelo seu contato com a espiritualidade, sua preparação antes de encarnar e o ESTUDO que GERALMENTE ele é estimulado a fazer, ele se torna mais "saudável" para as lutas, mas de forma alguma consegue extinguir as "tendências inferiores" que ainda vibram latentes.

     

     

    Somente o trabalho incessante e a dedicação ao próximo poderão levá-lo ao fortalecimento necessário.

     

    Porque escrevi isso tudo?

     

    Simples, porque os espíritos inferiores sabem dissoeles sabem das tendências inferiores da grande maioria dos médiuns, porque eles o estudam para saber seus pontos fracos.

     

    Eles também sabem que sua mediunidade aflorada, quando aprimorada através de um desenvolvimento sério será útil aos espíritos superiores, que a utilizarão para esclarecer os necessitados e retirar muitos das sombras, o que atrapalha os planos das trevas.

     

     

    Outro ponto importante é que a obsessão de médiuns IMPREVIDENTES que não oferecem resistência ao contato com o astral inferior, sofrendo facilmente a fascinação e posterior subjugação.


    Livro dos Médiuns:

     

    ** Fascinação



    239. A fascinação tem conseqüências muito mais graves.

     

     

    É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações.

     

     

    O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente.

     

     

    A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula.

     

     

    Fora erro acreditar que a este gênero de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso.

     

     

    Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem.



    Já dissemos que muito mais graves são as conseqüências da fascinação.

     

     

    Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade.

     

     

    Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas.



    Compreende-se facilmente toda a diferença que existe entre a obsessão simples e a fascinação; compreende-se também que os Espíritos que produzem esses dois efeitos devem diferir de caráter.

     

     

    Na primeira, o Espírito que se agarra à pessoa não passa de um importuno pela sua tenacidade e de quem aquela se impacienta por desembaraçar-se.

     

     

    Na segunda, a coisa é muito diversa.

     

     

    Para chegar a tais fins, preciso é que o Espírito seja destro, ardiloso e profundamente hipócrita, porquanto não pode operar a mudança e fazer-se acolhido, senão por meio da máscara que toma e de um falso aspecto de virtude.

     

     

    Os grandes termos - caridade, humildade, amor de Deus - lhe servem como que de carta de crédito, porém, através de tudo isso, deixa passar sinais de inferioridade, que só o fascinado é incapaz de perceber.

     

     

    Por isso mesmo, o que o fascinador mais teme são as pessoas que vêem claro.

     

     

    Daí o consistir a sua tática, quase sempre, em inspirar ao seu intérprete o afastamento de quem quer que lhe possa abrir os olhos.

     

     

    Por esse meio, evitando toda contradição, fica certo de ter razão sempre.



    ** Subjugação

     

    240. A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado. Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo.

     

    A subjugação pode ser moral ou corporal.

     

     

    No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é como uma fascinação.

     

     

    No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.

     

     

    Traduz-se, no médium escrevente, por uma necessidade incessante de escrever, ainda nos momentos menos oportunos.

     

     

    Vimos alguns que, à falta de pena ou lápis, simulavam escrever com o dedo, onde quer que se encontrassem, mesmo nas ruas, nas portas, nas paredes.

     

     

    Vai, às vezes, mais longe a subjugação corporal; pode levar aos mais ridículos atos.

     

     

    Conhecemos um homem, que não era jovem, nem belo e que, sob o império de uma obsessão dessa natureza, se via constrangido, por uma força irresistível, a pôr-se de joelhos diante de uma moça a cujo respeito nenhuma pretensão nutria e pedi-la em casamento.

     

     

    Outras vezes, sentia nas costas e nos jarretes uma pressão enérgica, que o forçava, não obstante a resistência que lhe opunha, a se ajoelhar e beijar o chão nos lugares públicos e em presença da multidão.

     

     

    Esse homem passava por louco entre as pessoas de suas relações; estamos, porém, convencidos de que absolutamente não o era; porquanto tinha consciência plena do ridículo do que fazia contra a sua vontade e com isso sofria horrivelmente.





    Muitos médiuns pensam que porque conseguiram vencer os obsessores no seu primeiro encontro e decidem entrar para um centro espirutualista, estão imunes às suas investidas,,,
    LEDO ENGANO!!!

     

     

    O que temos são tréguas, mas com certeza eles tentarão de formas diferentes tirá-lo do caminho de Jesus.

     

     

    Quanto maior o alcance e mais importante o trabalho mediúnico, mais forte o assédio.

     

     

    Por isso, quanto maior o destaque do médium, mais ele deve exercer os conselhos do Mestre. "Orar e Vigiar", ser humilde, menos orgulhoso e buscar sempre burilar as suas imperfeições.

     

    A obsessão ao médium também pode se dar pelos outros motivos citados: vingança, vampirismo, etc.. , e como todos os outros deve reformular sua conduta para que se cure.

     

    Trabalhar como médium não é a resposta para obsessão, ele primeiro deve se curar, entender as responsabilidades e compromissos da tarefa mediúnica e aceitar os ensinamentos de Jesus para que depois COMECE a PREPARAÇÃO para o trabalho.

     

    Muitos se perguntam, porque os mentores permitem que o médium seja obsediado, já que ele é responsável por zelar pelo seu pupilo.

     

    Cabe aqui explicar que o médium quando mergulha nos prazeres e sensações físicas, perde o contato com o seu mentor, que debalde tenta chamá-lo para realidade espiritual.

     

     

    Quantos conselhos são ignorados e quantos chamados são respondidos com sarcasmo?

     

     

    Os mentores nada podem fazer quando o médium que está a seus cuidados afunda na lama do mundo físico, pois por própria escolha, ele entra em contato com os espíritos trevosos e se afasta da proteção e auxílio do mentor.

     

    O mentor então espera até que o médium se canse, provando real desejo de renovação.

     

     

    Nesse momento o mentor faz de tudo para encaminhá-lo a irmãos que educam e exemplificam nas leis do amor e da caridade.

     

    Mas não pense que o caminho do médium é uma estrada florida só porque ele decidiu se aprimorar.

     

     

    Para se livrar dos algozes ele terá que mostrar muita força de vontade, contudo, o mesmo mal que o fez afundar será útil para construir a sua fortaleza interior, que um dia será utilizada para imunizá-lo contra as investidas das trevas.

     

    Muitos médiuns que aparecem com sua mediunidade aflorada esquecem a necessidade do preparo intelectual, emocional e até físico.

     

     

    Muitos querem trabalhar, esquecendo dos impedimentos e dificuldades que aparecerão.

     

    Uma boa parte desses médiuns acabam sendo influenciados por legiões de obsessores, que então os usam para práticas do mal e se tornam mercenários dos bens espirituais.

     

     

    É um quadro triste e doloroso, pois o médium será explorado durante a sua vida e após o seu desencarne, já que os espíritos que o atendiam se acham no direito de cobrar os "favores" realizados.

     

    No livro  Nos Domínios da Mediunidade,  de Chico Xavier temos um bom exemplo de Mediunidade Transviada:


     

    "Descera a noite totalmente, quando penetramos estreita sala, em que um círculo de pessoas se mantinha em oração.

     

    Várias entidades se imiscuíam ali, em meio dos companheiros encarnados, mas em lamentáveis condições, de vez que pareciam inferiores aos homens e mulheres que se faziam componentes da reunião.

     

    Apenas o irmão Cássio, um guardião simpático e amigo, de quem o Assistente nos aproximou, demonstrava superioridade moral.

     

    Notava-se-lhe, de imediato, a solidão espiritual, porquanto desencarnados e encarnados da assembléia não lhe percebiam a presença e, decerto, não lhe acolhiam os pensamentos.

     

    Ante as interpelações do nosso orientador, informou, algo desencantado:

     

    - Por enquanto, nenhum progresso, não obstante os reiterados apelos à renovação. Temos sitiado o nosso Quintino com os melhores recursos ao nosso alcance, mobilizando livros, impressos e conversações de procedência respeitável, no entanto, tudo em vão... O teimoso amigo ainda não se precatou quanto às duras responsabilidades que assume, sustentando um agrupamento desta natureza...

     

    Aulus buscou reconfortá-lo com um gesto silencioso de compreensão e convidou-nos a observar.

     

    Revestia-se o recinto de fluidos desagradáveis e densos.

     

    Dois médiuns davam passividade a companheiros do nosso plano, os quais, segundo minhas primeiras impressões, jaziam convertidos em criados autênticos do grupo, assalariados talvez para serviços menos edificantes. Entidades diversas, nas mesmas condições, enxameavam em torno deles, subservientes ou metediças.

     

    O fenômeno da psicofonia era ali geral.

     

    Os sensitivos desdobrados se mantinham no ambiente, alimentando-se das emanações que lhes eram peculiares.


    ...


    Aqueles homens e mulheres que se congregavam no recinto, com intenções tão estranhas, teriam coragem de pedir a companheiros encarnados os serviços que reclamavam dos Espíritos?

     

    Não estariam ultrajando a oração e a mediunidade para fugir aos problemas que lhes diziam respeito? Não dispunham, acaso, de veneráveis conhecimentos para mobilizar o cérebro, a língua, os olhos, os ouvidos, as mãos e os pés, no aprendizado enobrecedor?

     

     

    Que faziam da fé? Seria justo que um trabalhador relegasse a outros a enxada que lhe cabia suportar e mover na gleba do mundo?

     

    Aulus registrou-me as reflexões amargas, porque, generoso, deu-se pressa em reconfortar-me:

     

    - Um estudo atual de mediunidade, mesmo rápido quanto o nosso, não seria completo se não perquiríssemos a região do psiquismo transviado, onde Espiritos preguiçosos, encarnados e desencarnados, respiram em regime de vampirização recíproca.

     

     

    Aliás, constituem produto natural da ignorância viciosa em todos os templos da Humanidade.

     

     

    Abusam da oração tanto quanto menoscabam as possibilidades e oportunidades de trabalho digno, porquanto espreitam facilidades e vantagens efêmeras para se acomodarem com a indolência, em que se lhes cristalizam os caprichos infantis.

     

    - Mas, prosseguirão assim, indefinidamente? perguntei.

     

    - André, sua dúvida está fora de propósito. Você possui bastante experiência para saber que a dor é o grande ministro da Justiça Divina.

     

    Vivemos a nossa grande batalha de evolução.

     

    Quem foge ao trabalho sacrificial da frente, encontra a dor pela retaguarda.

     

     

    O Espírito pode confiar-se à inação, mobilizando delituosamente a vontade, contudo, lá vem um dia a tormenta, compelindo-o a agitar-se e a mover-se para entender os impositivos do progresso com mais segurança.

     

    Não adianta fugir da eternidade, porque o tempo, benfeitor do trabalho, é também o verdugo da inércia.

     

    Hilário, que refletia, silencioso, junto de nós, inquiriu preocupado:

     

    - Por que se entregam nossos irmãos encarnados a semelhantes práticas de menor esforço?

     

    Há tantas lições de aprimoramento espiritual, há tantos apelos à dignificação da mediunidade, nas linhas doutrinárias do Espiritismo!...

     

    Por que o desequilíbrio?

     

    Aulus pensou alguns instantes e redargüiu:

     

    - Hilário, é imprescindível recordar que não nos achamos diante da Doutrina do Espiritismo.

     

    Presenciamos fenômenos mediúnicos, manobrados por mentes ociosas, afeiçoadas à exploração inferior por onde passam, dignas, por isso mesmo, de nossa piedade.

     

     

    E não ignoramos que fenômenos mediúnicos são peculiares a todos os santuários e a todas as criaturas.

     

    Quanto à preferência de nossos amigos pela convivência com os desencarnados ainda imensamente presos ao campo sensorial da vida física, incapazes ainda de mais ampla visão das realidades do Espírito, isso é compreensível na Terra.

     

    É sempre mais fácil ao homem comum trabalhar com subalternos ou iguais, porque, servir ao lado de superiores exige boa-vontade, disciplina, correção de proceder e firme desejo de melhorar-se.

     

    Sabemos que a morte não é milagre.

     

    Cada qual desperta, depois do túmulo, na posição espiritual que procurou para si...

     

    Ora, o homem vulgar sente-se mais à solta junto das entidades que lhe lisonjeiam as paixões, estimulando-lhe os apetites, de vez que todos somos constrangidos a educar-nos, na vizinhança de companheiros evoluídos, que já aprenderam a sublimar os próprios impulsos, consagrando-se à lavoura incessante do bem.

     

    - Mas não será isso um abuso do homem encarnado? não será crime parasitar os desencarnados de condição inferior? — indagou Hilário.

     


    - Isso não padece dúvida — confirmou o instrutor.

     


    - E esse delito ficará impune?

     


    Aulus fixou leve expressão de bom humor e respondeu:

     


    - Não se preocupem demasiado.

     

    Quando o erro procede da ignorância bem-intencionada, a Lei prevê recursos indispensáveis ao esclarecimento justo no espaço e no tempo, porquanto a genuína caridade, sob qualquer título, é sempre venerável.

     

    Entretanto, se o abuso é deliberado, não faltará corrigenda.

     


    Vagueou o olhar sobre o diretor da assembléia e sobre os medianeiros que incorporavam os comunicantes e acrescentou:

     


    - Teotônio e Raimundo, tanto quanto alguns outros desencarnados da posição deles, e que aqui se aglomeram, realmente são mais vampirizados que vampirizadores.

     

    Fascinados pelas requisições de Quintino e dos médiuns que lhe prestigiam a obra infeliz, seguem-lhes os passos, como aprendizes no encalço dos mentores aos quais se devotam.

     

    Na hipótese de não se reajustarem no bem, tão logo se desencarnem o dirigente deste grupo e os instrumentos medianímicos que lhe copiam as atitudes, serão eles surpreendidos pelas entidades que escravizaram, a lhes reclamarem orientação e socorro, e, muito provavelmente, mais tarde, no grande porvir, quando responsáveis e vitimas estiverem reunidos no instituto da consanguinidade terrestre, na condição de pais e filhos, acertando contas e recompondo atitudes, alcançarão pleno equilíbrio nos débitos em que se emaranharam.

     

    Ante a nossa admiração silenciosa, o Assistente concluiu:

     


    - Cada serviço nobre recebe o salário que lhe diz respeito e cada aventura menos digna tem o preço que lhe corresponde.

     


     

    Como contribuição de minha querida amiga Narcí, copio o texto enviado por ela para complementar esse tópico:

     

    "Embora muitos problemas obsessivos se devam a invigilância das vítimas, existem muitos casos de interferência espiritual negativa independente da invigilância.

     

    Muitos ataques são desferidos em direção a todos os que estão a serviço do Cristo, embora nesses casos, não haja uma situação permanente obsessiva.

     

    Sempre ocorre o auxílio dos mentores com o desligamento destas entidades usadas por magos negros com a finalidade de desestabilizar os trabalhadores da Luz".

     

     

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