Mediunidade 1 - Apostila 12

    Mediunidade 1 - Apostila 12

     

     

    MEDIUNIDADE  -  TEORIA  E  PRÁTICA

    3ª Parte

     

    Cordão de Prata

    Nesta apostila vamos tratar do elemento, e meio de ligação, entre o corpo Físico e o corpo Astral denominado por Cordão de Prata

     

    Conforme se observa na figura 12A, ele interliga os dois corpos.  Em termos de comparação podemos dizer que ele é o “fio telefônico” que, do corpo Astral, leva até ao “fim da linha”, ou seja, ao corpo Físico, as impressões e determinações que, origi-nárias da Consciência, percorrem todo o conjunto de corpos.

     

    Vejamos algumas características do cordão de Prata:  Embora ainda sem maiores definições, sabe-se, porém, que o cordão de prata não é um só elemento.  É formado pelo conjunto de incontáveis e tenuíssimos filetes de energia.  Cada um destes, por sua vez, e de algum modo, acha-se enraizado na intimidade de cada célula do corpo Físico, como, esquematicamente, demonstra a figura 12B.

     

    Mesmo tendo enraizamento intracelular por todo o corpo Físico, seu núcleo mais denso é notado na região cerebral, levando a crer que o centro de sua maior ligação seja com a glândula Pineal, ou epífise.  Na figura 12C vê-se essa representação.

     

    A glândula pineal é de vital importância, tanto para o funcionamento orgânico em si, como para o intercâmbio mediúnico das comunicações paranormais.  Nas apostilas 26, 27 e 28 faremos análise mais detalhada sobre as glândulas, de um modo geral. 

     

    Em razão do enraizamento intracelular do cordão de Prata, estando o corpo Astral acoplado ao corpo Físico, ele desaparece.  Ocorrendo a descoincidência desses corpos, ou seja, separando-se o corpo Astral do corpo Físico, e quanto mais aquele se distanciar deste, os incontáveis filetes juntam-se formando um único feixe, com a aparência de um cordão.  Quanto maior for a distância que separa os dois corpos, mais delgado vai se tornando o cordão. 

     

    Veja a figura 12D, em que, saindo de todo o corpo Físico, forma-se um cordão inter-ligando-o ao corpo Astral.

     

     

    Outra característica é a da elasti-cidade.  Esta, no cordão de Prata é espantosa.  O distanciamento que o corpo Astral pode manter do corpo Físico sem que ocorra o rompimento do cordão de Prata, ao que tudo indica, é ilimitado.  Obviamente guardando-se as possibilidades de distanciamento que cada pessoa possa atingir em suas viagens astrais. 

     

    Seja para as viagens apenas no ambiente terrestre quanto para os desprendimentos em deslocamentos interplanetários.  O que restringe as distâncias não é o cordão de Prata, mas sim, as condições evolutivas de cada SER.  Alguns conseguem distanciar-se indo até a outros planetas, enquanto outros, por involução, ainda não podem arredar o pé do quarto onde dormem.  Na apostila 48 veremos mais informações sobre projeção da consciência.

     

    Mais um detalhe:  Nas horas de vigília o corpo Astral comanda o Físico de forma direta, pois que um e outro estão acoplados.  Nas horas de sono, e no caso do sonâmbulo, como veremos a seguir, o corpo Astral comanda o corpo Físico à distância, via cordão de Prata.  Desta forma, no acontecimento conhecido pelo nome de sonambulismo, o cordão de Prata tem acentuada função.  Nestes casos, mesmo estando desdobrado, a ação do corpo Astral sobre o corpo Físico se faz sentir em tal intensidade que este, inicialmente em repouso,  se  vê  compelido  a se levantar, andar e a realizar atos dos quais seu protagonista depois não se lembra. 

     

    Na clarividência viajora a situação é mais ou menos idêntica à descrita para o sonambulismo, com a diferença de que, na clarividência viajora, o médium se presta conscientemente a ela.  Deixando o corpo Físico, seu corpo Astral vai (viaja) ao local da visão e de lá, via cordão de Prata, relata, pela voz de seu corpo Físico, o que está vendo com os olhos astrais.  Sobre clarividência teremos maiores comentários nas apostilas 49 e 50.

     

    Ainda nos casos de descoincidência dos corpos, lembramos que é o cordão de Prata o responsável por manter em funcionamento as atividades vitais do corpo Físico, seja durante o sono comum ou durante as viagens astrais.  Por seu intermédio transferem-se do corpo Astral para o corpo Físico os comandos da consciência. 

    Comentando um pouco sobre o desdobramento consciente, ou projeção astral, os grandes empecilhos para efetuá-lo com maior desenvoltura e abrangência são:

     

    1. a) o medo de, por algum motivo, não conseguir retornar ao corpo Físico;
    1. b) o medo que vem do imaginar que o cordão de Prata possa se romper durante a projeção e, com isso, provocar a morte do corpo Físico.

    Entretanto, ambas as hipóteses não acontecem.  A ruptura definitiva do cordão de prata só ocorre quando da morte do corpo Físico, e tal só acontece com a saída em definitivo, por motivos vários, do espírito que aquele corpo animava. 

     

    Por exemplo, quando há falência de órgãos vitais seja por idade, seja por doenças ou por traumas em acidentes.  Em tais situações, como não há resposta de um determinado órgão vital para a continuidade do funcionamento de todo o organismo, o espírito se desvincula de seu veículo terrestre. Não o contrário, quer dizer, o espírito sair em definitivo porque se rompeu o cordão de Prata.

     

    E por última definição, o nome cordão de prata.  Esse nome deriva do aspecto e coloração que o mesmo apresenta aos olhos dos videntes, dos projetores e dos desencarnados.  Na sua coloração, embora variando de pessoa a pessoa, predomina a cor branca-cinzenta brilhante, fosforescente.

    Cordão de Ouro

    Analogamente ao cordão de Prata, descrito acima, e embora ainda sem maiores detalhes descritivos, temos o cordão de Ouro.  As dificuldades em descrevê-lo vêm do fato de sua localização estar entre o corpo Astral e o corpo Mental, numa dimensão que poucos clarividentes têm acesso. 

    Na figura 12E temos, esquematicamente, a apresentação do cordão de Ouro.

     

     

    Além disso, energeticamente, é muito sutil, passando, por isso, despercebido.  Apesar da dificuldade de se constatá-lo, podemos concluir de sua existência por força de uma analogia. 

     

    Por exemplo:  quando do desdobramento entre o corpo Físico e o corpo Astral, permanece um elemento de ligação entre ambos, assegurando, com isso, a continuidade da vida física.

     

    Desse modo, como já se sabe que também ocorre desdobramento entre o corpo Astral e o corpo Mental, para que não aconteça descontinuidade consciencial do SER em todos os planos que, no momento, ele vivencie, há entre estes dois corpos um elo que tomou o nome de cordão de Ouro.

     

    Suas funções são:  interligar o corpo Astral ao corpo Mental;  Quando em estados de descoincidência desses dois corpos, mantém a vitalidade do corpo Astral e o acesso dos comandos da consciência sobre este.

     

    Algumas diferenças entre os dois cordões:  o cordão de Prata apresenta forma, volume e peso bem diferentes do cordão de Ouro.  Supõe-se, por isso, que o cordão de Ouro seja um elemento de energia sutilíssima.     O nome, cordão de Ouro, provém da coloração que ele apresenta, que é a dourado brilhante.

     

    Portanto, embora conhecendo-se pouco a respeito do cordão de Ouro, para nosso estudo, porém, é suficiente que saibamos de sua existência. 

     

    Isto impede que se formem julgamentos imaginando que não exista um liame ligando o corpo Astral ao corpo Mental.  Além do que, dará compreensão racional a determinados fenômenos psíquicos. 

     

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    Bibliografia:

     

    Autor

    Livro

    Editora

    André Luiz/Francisco C. Xavier 

    Entre a Terra e o Céu, pág. 78

    Federação Espírita Brasileira

    André Luiz/Francisco C. Xavier 

    Nos Domínios da Mediunidade, pgs.99,123, 260

    Federação Espírita Brasileira

    André Luiz/Francisco C. Xavier 

    Missionários da Luz,  capítulo 3 e pág. 323  

    Federação Espírita Brasileira

    André Luiz/Francisco C. Xavier 

    Libertação,  págs. 24, 62, 85 e 115  

    Federação Espírita Brasileira

    André Luiz/Francisco C. Xavier 

    Desobsessão, capítulo 2 e pág 25

    Federação Espírita Brasileira

    André Luiz/Francisco C. Xavier 

    Evolução em dois Mundos, págs. 107 e 129

    Federação Espírita Brasileira

    Emmanuel/Francisco C. Xavier 

    O Consolador, pergunta 151

    Federação Espírita Brasileira

    Hermínio Corrêa de Miranda

    Diálogo com as Sombras, pág 55

    Federação Espírita Brasileira

    Hernani Guimarães Andrade

    Espírito, Perispírito e Alma, págs. 66, 70, 149, 159, 192 e cap 7

    Editora Pensamento

    Waldo Vieira 

    Projeciologia, capítulos 90 ao 93 

    Editado pelo autor

    Albert de Rochas 

    Exteriorização da Sensibilidade notas “E”  e  “L” 

    Editora Cultural Espírita

    Helena Petrovna Blavatsky 

    A Doutrina Secreta, vol. I, págs. 158, 159, 160, 161 e 282

    Editora Pensamento

    Annie Besant 

    A Vida do Homem  em Tres Mundos

    Editora Pensamento

    Annie Besant 

    O Homem  e seus Corpos

    Editora Pensamento

    Charles W. Leadbeater 

    A Mônada

    Editora Pensamento

    Charles W. Leadbeater 

      O Plano Astral

    Editora Pensamento

    Arthur E. Powell 

    O Duplo Etérico

    Editora Pensamento

    Arthur E. Powell 

    O Corpo Causal e o Ego

    Editora Pensamento

    Lawrence Bendit e Phoebe Bendit 

    O Corpo Etérico do Homem

    Editora Pensamento

    Elza Baker 

    Cartas de  Um Morto Vivo – pág 108

    Livraria Allan Kardec Editora

    Apostila escrita por

    LUIZ ANTONIO BRASIL

    Maio de 1995

    Revisão em Outubro 2005

    Distribuição gratuita citando a fonte

     

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